Holding é ferramenta, não planejamento: entrevista de Gustavo Godoy ao Portal IN

Retrato de Gustavo Godoy, advogado e sócio do TAGD Advogados.

Em recente entrevista concedida ao Portal IN, Gustavo Godoy abordou um ponto central para famílias empresárias: holding é uma ferramenta de organização, mas não substitui o planejamento patrimonial e sucessório.

A estrutura societária pode ter papel relevante na concentração e na gestão de ativos. Porém, sua criação não responde, por si só, às questões que sustentam a continuidade de um patrimônio ao longo das gerações.

Leia a entrevista completa no Portal IN.

O que você lerá neste artigo

  • O ponto central defendido por Gustavo Godoy na entrevista.
  • Por que a holding não substitui governança e planejamento sucessório.
  • Como a Lei Complementar nº 227/2026 reforça a revisão das estruturas patrimoniais.

O ponto central da entrevista

Planejar exige olhar de forma integrada para família, empresa e patrimônio.

Isso inclui refletir sobre governança, preparação dos sucessores, critérios de decisão, continuidade dos negócios e a forma como a família pretende administrar relações e ativos no futuro.

Uma holding bem estruturada pode contribuir para esse processo. Mas ela precisa estar conectada a regras de governança, documentos sucessórios, acordos societários e objetivos familiares claros.

Um cenário que exige revisão

A discussão ganha relevância com os novos parâmetros nacionais do ITCMD previstos na Lei Complementar nº 227/2026, especialmente em relação à progressividade e à avaliação de participações societárias.

O planejamento não deve se limitar à busca de uma estrutura formal ou a uma alíquota isolada. É necessário compreender a composição do patrimônio, o valor econômico dos ativos, a legislação aplicável e os efeitos de cada decisão para a família e para a empresa.

Planejar continuidade

Transferir patrimônio é parte do processo. Perpetuar uma história familiar e empresarial depende também de preparar pessoas, definir responsabilidades e criar condições para decisões consistentes ao longo do tempo.

É esse o sentido de tratar planejamento patrimonial como uma construção contínua, e não como a simples criação de uma holding.

Resumo

Na entrevista ao Portal IN, Gustavo Godoy destacou que a holding é um instrumento, não o planejamento inteiro. A continuidade patrimonial exige integração entre governança familiar, sucessão, empresa, ativos e regras tributárias.

Perspectivas

Com a evolução das regras do ITCMD e das estruturas familiares, a revisão periódica do planejamento tende a se tornar ainda mais relevante para famílias empresárias.

Foto de Escrito por: Gustavo Godoy
Escrito por: Gustavo Godoy

Advogado, Mestre em Direito Tributário, especializado em tributário e planejamento patrimonial e colíder da prática de Wealth Planning,  no TAGD Advogados.

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