Mogi das Cruzes em números
Os indicadores a seguir, do IBGE, descrevem a base econômica sobre a qual as famílias de Mogi das Cruzes constroem e preservam patrimônio.
| Indicador | Mogi das Cruzes | Referência (SP) ou detalhe |
|---|
| PIB (2023) | R$ 26,1 bilhões | 19º entre os 645 municípios de São Paulo |
| Empresas e organizações ativas (2024) | 27.522 (61,0 por mil habitantes) | 82,5 por mil habitantes no estado |
| Salário médio mensal (2024) | 2,4 salários mínimos | 3,3 no estado |
| Pessoas com 65 anos ou mais (Censo 2022) | 10,6% (cerca de 47.900) | 11,9% no estado |
| População (Censo 2022) | 451.505 habitantes | Densidade de 634 hab./km² |
Dados: IBGE, Censo 2022 (população e idade), PIB dos Municípios (PIB de 2023 e valor adicionado de 2021) e Cadastro Central de Empresas (2024). Os números descrevem o município, não o caso de uma família.
Mogi das Cruzes na região de São Paulo
Na região imediata de São Paulo (39 municípios, 20.731.920 habitantes), Mogi das Cruzes é o 6º maior em população e o 8º maior em PIB entre os municípios da região: reúne 2,2% dos moradores e 1,5% do PIB da região.
Os municípios mais populosos ao redor são São Paulo (11.451.999 habitantes e PIB de R$ 1066,8 bilhões) e Guarulhos (1.291.771 habitantes e PIB de R$ 97,6 bilhões).
A população com 65 anos ou mais é de 10,6% em Mogi das Cruzes e de 11,3% na região, o que deixa a cidade em linha com o o conjunto regional nesse indicador.
Quatro frentes de uma leitura patrimonial integrada
- Patrimônio: o que existe, em nome de quem, com que liquidez e com que ônus.
- Família: regime de bens, herdeiros, dependentes e situações que pedem proteção específica.
- Empresa: quotas e ações, governança e o quanto o negócio depende do titular.
- Tributos e custos: impostos de transmissão, imposto de renda e o custo de manter cada estrutura.
Como o perfil de Mogi das Cruzes entra nessa leitura
A densidade de empresas de Mogi das Cruzes (61,0 por mil habitantes) é menor do que a do estado (82,5), o que sugere que o patrimônio das famílias depende menos de participações empresariais locais. O salário médio mensal do emprego formal (2,4 salários mínimos) fica abaixo do estadual (3,3).
A economia de Mogi das Cruzes é puxada por serviços (56,8% do valor adicionado), com indústria (28,7%) em segundo lugar. Para as famílias, isso tende a significar patrimônio distribuído entre imóveis, participações empresariais e investimentos, o que favorece uma leitura integrada, e não uma solução única.
O que os números de Mogi das Cruzes indicam
O PIB de R$ 26,1 bilhões, 19º entre os 645 municípios de São Paulo, vem de serviços (56,8%) e indústria (28,7%), uma base que tende a gerar patrimônio ligado à atividade empresarial além dos imóveis. O PIB per capita de R$ 57.746 convive com rendimento médio do trabalho de R$ 3.245 e mediana de R$ 2.000, distância que sugere renda concentrada em parte da população. Como 58,9% dos domicílios são próprios e quitados, o imóvel parece o grande componente patrimonial, o que pode indicar liquidez relativa menor, já que boa parte da riqueza estaria em imóveis e quotas.
A economia de Mogi das Cruzes por setor e por renda
Pelo Cadastro Central de Empresas do IBGE (2024), os setores que mais empregam em Mogi das Cruzes são comércio (20,7%), atividades administrativas e serviços complementares (18,1%), indústrias de transformação (12,4%) do pessoal ocupado em empresas e organizações. Em número de estabelecimentos (unidades locais), lideram comércio (6.981 estabelecimentos), saúde humana e serviços sociais (3.163 estabelecimentos).
No Censo 2022, o rendimento médio mensal do trabalho foi de R$ 3.245 e o mediano, de R$ 2.000, para 202.121 pessoas ocupadas. No estado, a média é de R$ 3.460: Mogi das Cruzes fica em linha com ela.
Quanto mais o patrimônio depende de uma empresa ou de uma única atividade, mais importa diversificar a leitura: o que está dentro e fora da sociedade, e que liquidez existe.
Dados: IBGE, Cadastro Central de Empresas 2024 e Censo 2022 (rendimento do trabalho).
Casas, apartamentos e terras em Mogi das Cruzes
O Censo 2022 mostra que, em Mogi das Cruzes, predominam as casas: 71,8% dos domicílios são casas, 22,3% apartamentos e 5,7% casas de vila ou em condomínio. No estado, apartamentos são 20,0% dos domicílios.
Em municípios em que predominam casas e terrenos, é frequente a matrícula antiga, com descrição desatualizada ou construção não averbada, o que pode atrasar o registro depois de uma partilha ou doação.
No campo, o Censo Agropecuário de 2017 registrou 1.379 estabelecimentos agropecuários em Mogi das Cruzes. Juntos ocupam cerca de 30.842 hectares. Cerca de 67% são de agricultura familiar e 72% são geridos por produtores proprietários.
Propriedade rural traz exigências próprias: matrícula, CCIR, ITR, georreferenciamento e, na sucessão, a preocupação de não fracionar a unidade produtiva.
Dados: IBGE, Censo 2022 (tipo de domicílio) e Censo Agropecuário 2017.
Moradia, patrimônio e liquidez em Mogi das Cruzes
Em Mogi das Cruzes, o IBGE registrou 158.718 domicílios particulares ocupados no Censo 2022, com média de 2,8 moradores em cada um. Desses, 58,9% (93.434) são imóveis próprios já quitados, 13,2% são próprios ainda em aquisição, 20,6% são alugados e 6,4% são cedidos. No estado, a proporção de imóveis próprios quitados é de 56,0%: Mogi das Cruzes fica acima dessa média.
A idade mediana é de 35 anos (no estado, 36), e o índice de envelhecimento é de 54 pessoas de 65 anos ou mais para cada 100 de até 14 anos (no estado, 66).
Onde o imóvel próprio quitado é a regra, o patrimônio das famílias tende a ficar concentrado em bens de baixa liquidez. Uma leitura patrimonial integrada considera como pagar impostos e despesas sem precisar vender o bem às pressas.
Dados: IBGE, Censo 2022 (tabelas 9929, 4712 e 9515). Os números descrevem o município, não o caso de uma família.
De 2010 a 2022: como Mogi das Cruzes mudou
O Censo 2010 contou 387.779 moradores em Mogi das Cruzes; o de 2022, 451.505. A cidade ganhou 63.726 habitantes (+16,4% em doze anos, cerca de 1,28% ao ano): ritmo superior ao do país (6,5% no mesmo período).
O PIB de 2023 equivale a cerca de R$ 57.746 por habitante (PIB de 2023 dividido pela população do Censo 2022, uma referência aproximada). O crescimento acima da média tende a vir com valorização e movimento no mercado imobiliário, o que torna relevante o custo de cada transmissão de imóvel.
Dados: IBGE, Censos 2010 e 2022 e PIB dos Municípios 2023.
Três impostos, três esferas: o ITBI de Mogi das Cruzes no mapa da sucessão
Em Mogi das Cruzes, a alíquota do ITBI na compra e venda é de 2%, conforme Lei Ordinária Municipal nº 3.398, de 22/02/1989 (alíquota e base conforme FAQ oficial da Secretaria de Finanças; artigo específico da alíquota não citado na fonte). Para financiamentos pelo sistema financeiro de habitação, a lei prevê: 0,5% sobre o valor financiado pelo SFH e 2% sobre os recursos próprios (valor à vista, FGTS, subsídios). Base de cálculo: O valor da transação (constante do contrato ou escritura) ou o valor venal do imóvel, o que for maior. Fonte: legislação consultada, em 05/10/2026. Alíquotas municipais mudam por lei; confirme na Prefeitura antes de qualquer ato.
Cada transmissão de patrimônio cai em um imposto diferente, de esferas diferentes:
- Compra e venda de imóvel: ITBI, municipal, 2% em Mogi das Cruzes (sobre R$ 600.000, R$ 12.000).
- Doação e herança: ITCMD, estadual, regido pela lei de São Paulo.
- Ganho na venda de bens: imposto de renda, federal, apurado pelo ganho de capital.
Planejar a ordem das operações (doar, vender, integralizar) é parte do trabalho, porque o mesmo imóvel pode gerar impostos distintos conforme o caminho escolhido.
Perguntas que organizam o trabalho
- Quais bens e direitos existem, em nome de quem e com quais ônus?
- Quanto do patrimônio é líquido e quanto está imobilizado em imóveis e participações?
- Há herdeiros em situações diferentes (menores, incapazes, residentes no exterior)?
- Existem bens em mais de um estado ou município, com tributos e registros distintos?
Limites e cautelas
- Uma leitura patrimonial não promete economia de impostos nem resultado: depende dos fatos e da legislação vigente.
- Estruturas societárias e instrumentos civis devem ter finalidade real e ser coerentes com a rotina da família.
- Comparar com cidades vizinhas ajuda a situar o contexto, mas não substitui a análise dos bens e das pessoas envolvidas.
Outros temas em Mogi das Cruzes
Planejamento sucessório em Mogi das Cruzes · Holding familiar em Mogi das Cruzes · Advogado de inventário em Mogi das Cruzes · ITCMD em Mogi das Cruzes.
Wealth planning em outras cidades de São Paulo
Wealth planning em Cotia · Wealth planning em Guarulhos · Wealth planning em Osasco · Wealth planning em Santos.
Guias completos
Leia também
Fontes consultadas
IBGE Cidades: Mogi das Cruzes · SIDRA 4714: população e área (Censo 2022) · SIDRA 9514: população por idade (Censo 2022) · SIDRA 5938: PIB dos Municípios · SIDRA 9509: Cadastro Central de Empresas · SEFAZ/SP: Lei estadual nº 10.705/2000 · SEFAZ/SP: Decreto nº 46.655/2002 (RITCMD) · SEFAZ/SP: Sistema Declaratório do ITCMD · TJSP: serviços judiciais e extrajudiciais.
Este conteúdo é informativo, não constitui consultoria jurídica, tributária ou contábil e não substitui a análise individual de cada caso.