Planejamento sucessório em Marília, SP

Perfil local e sucessão

Marília, SP: perfil da cidade e decisões de sucessão

Marília é a 46ª maior economia entre os 645 municípios de São Paulo, com PIB de R$ 12,5 bilhões. Planejamento sucessório aqui significa decidir, antes de um evento inesperado, quem recebe o quê e sob quais regras. Reunimos os dados públicos da cidade e a leitura jurídica do tema.

Planejamento sucessório em Marília, SP — fotografia documental urbana

Marília em números

Os indicadores abaixo, do IBGE, situam o contexto em que o planejamento sucessório acontece em Marília.

IndicadorMaríliaReferência (SP) ou detalhe
População (Censo 2022)237.627 habitantesDensidade de 203 hab./km²
Pessoas com 65 anos ou mais (Censo 2022)13,3% (cerca de 31.600)11,9% no estado
Empresas e organizações ativas (2024)17.359 (73,1 por mil habitantes)82,5 por mil habitantes no estado
Salário médio mensal (2024)2,6 salários mínimos3,3 no estado
PIB (2023)R$ 12,5 bilhões46º entre os 645 municípios de São Paulo

Dados: IBGE, Censo 2022 (população e idade), PIB dos Municípios (PIB de 2023 e valor adicionado de 2021) e Cadastro Central de Empresas (2024). Os números descrevem o município, não o caso de uma família.

Marília na região de Marília

Na região imediata de Marília (18 municípios, 380.834 habitantes), Marília é o maior município da região em população e em PIB: reúne 62,4% dos moradores e 62,1% do PIB da região.

Entre os vizinhos de maior população, estão Garça (42.110 habitantes e PIB de R$ 1,9 bilhões) e Pompéia (20.196 habitantes e PIB de R$ 2,5 bilhões).

A população com 65 anos ou mais é de 13,3% em Marília e de 13,7% na região, o que deixa a cidade em linha com o o conjunto regional nesse indicador.

Três impostos, três esferas: o ITBI de Marília no mapa da sucessão

Em Marília, a alíquota do ITBI na compra e venda é de 2%, conforme Lei Complementar nº 889/2019 (Código Tributário do Município de Marília), art. 302 (base), art. 303 (alíquota 2%) e art. 304 (SFH). A lei prevê também condições especiais para financiamentos habitacionais. Fonte: legislação consultada, em 05/10/2026. Alíquotas municipais mudam por lei; confirme na Prefeitura antes de qualquer ato.

Cada transmissão de patrimônio cai em um imposto diferente, de esferas diferentes:

  • Compra e venda de imóvel: ITBI, municipal, 2% em Marília (sobre R$ 600.000, R$ 12.000).
  • Doação e herança: ITCMD, estadual, regido pela lei de São Paulo.
  • Ganho na venda de bens: imposto de renda, federal, apurado pelo ganho de capital.

Planejar a ordem das operações (doar, vender, integralizar) é parte do trabalho, porque o mesmo imóvel pode gerar impostos distintos conforme o caminho escolhido.

Perfil de moradia e idade em Marília

O Censo 2022 contou 88.377 domicílios particulares ocupados em Marília, com 2,7 moradores em média por domicílio. Desses, 51,3% (45.364) são imóveis próprios já quitados, 18,8% são próprios ainda em aquisição, 24,2% são alugados e 4,3% são cedidos. No estado, a proporção de imóveis próprios quitados é de 56,0%: Marília fica abaixo dessa média.

A idade mediana é de 37 anos (no estado, 36), e o índice de envelhecimento é de 74 pessoas de 65 anos ou mais para cada 100 de até 14 anos (no estado, 66). Em cidades em que boa parte das famílias já tem o imóvel quitado, o planejamento costuma tratar de como esse patrimônio será dividido e de que forma o uso do imóvel é mantido em vida.

Dados: IBGE, Censo 2022 (tabelas 9929, 4712 e 9515). Os números descrevem o município, não o caso de uma família.

Marília entre dois Censos

O Censo 2010 contou 216.745 moradores em Marília; o de 2022, 237.627. A cidade ganhou 20.882 habitantes (+9,6% em doze anos, cerca de 0,77% ao ano): crescimento moderado, próximo da média nacional (6,5%).

O PIB de 2023 equivale a cerca de R$ 52.635 por habitante (PIB de 2023 dividido pela população do Censo 2022, uma referência aproximada). Em municípios de crescimento moderado, o patrimônio das famílias costuma ser mais antigo e mais concentrado em imóveis já consolidados, muitas vezes com mais de uma geração envolvida.

Dados: IBGE, Censos 2010 e 2022 e PIB dos Municípios 2023.

Perfil dos imóveis em Marília

Em Marília, 83,1% dos domicílios são casas, 13,1% são apartamentos e 3,7% são casas de vila ou em condomínio (Censo 2022). No estado, apartamentos são 20,0% dos domicílios.

Em municípios em que predominam casas e terrenos, é frequente a matrícula antiga, com descrição desatualizada ou construção não averbada, o que pode atrasar o registro depois de uma partilha ou doação.

No campo, o Censo Agropecuário de 2017 registrou 881 estabelecimentos agropecuários em Marília. Juntos ocupam cerca de 105.699 hectares. Cerca de 45% são de agricultura familiar e 80% são geridos por produtores proprietários.

Propriedade rural traz exigências próprias: matrícula, CCIR, ITR, georreferenciamento e, na sucessão, a preocupação de não fracionar a unidade produtiva.

Dados: IBGE, Censo 2022 (tipo de domicílio) e Censo Agropecuário 2017.

O que os números de Marília indicam

O envelhecimento é marcado: índice de 74 contra 66 no estado e 13,3% de pessoas idosas contra 11,9%, com idade mediana de 37 anos, acima da estadual de 36. A população cresceu 9,6% entre 2010 e 2022, acima dos 6,5% do país, e os domicílios têm 2,7 moradores em média. Com renda média do trabalho de R$ 3.140, abaixo dos R$ 3.460 paulistas, a sucessão tende a envolver patrimônios com forte componente imobiliário, e os 18,8% de domicílios em aquisição sugerem imóveis ainda em pagamento, o que pode influenciar a organização familiar.

Quem emprega e quanto se ganha em Marília

Pelo Cadastro Central de Empresas do IBGE (2024), os setores que mais empregam em Marília são comércio (21,8%), indústrias de transformação (15,4%), atividades administrativas e serviços complementares (11,8%) do pessoal ocupado em empresas e organizações. Em número de estabelecimentos (unidades locais), lideram comércio (5.145 estabelecimentos), agricultura (2.507 estabelecimentos).

No Censo 2022, o rendimento médio mensal do trabalho foi de R$ 3.140 e o mediano, de R$ 2.000, para 119.309 pessoas ocupadas. No estado, a média é de R$ 3.460: Marília fica abaixo dela.

Em economias em que muitas famílias têm negócio próprio, o planejamento sucessório se mistura com a sucessão na empresa: quem controla, quem administra e como o patrimônio pessoal se separa do empresarial.

Dados: IBGE, Cadastro Central de Empresas 2024 e Censo 2022 (rendimento do trabalho).

Perfil local e sucessão em Marília

A proporção de pessoas com 65 anos ou mais em Marília (13,3%) está acima da média de São Paulo (11,9%). Isso não diz nada sobre uma família específica, mas indica que, aqui, mais lares do que na média estadual estão perto das decisões de sucessão.

Serviços, sem contar a administração pública, respondem por 70,7% da economia de Marília. Em municípios assim, o patrimônio das famílias tende a combinar imóveis urbanos, participações em empresas de comércio e serviços, investimentos financeiros e, com frequência, atividades de profissionais liberais, cada categoria com a sua forma de transmissão.

Antes de qualquer documento: cinco verificações em Marília

  • Rever contrato social e acordo de sócios: entrada de herdeiros, retirada, avaliação das quotas e regras de decisão.
  • Mapear titularidades: quem é dono de quê (matrículas, quotas, contas, veículos, direitos).
  • Conferir o regime de bens e a situação civil de cada titular, porque alteram meação e legítima.
  • Listar dívidas, garantias e avais, que também atravessam a sucessão.
  • Estimar a liquidez necessária: impostos e custos de transmissão costumam exigir caixa antes da partilha.

O imposto estadual na sucessão de São Paulo

No Estado de São Paulo, o imposto é o ITCMD, regido pela Lei estadual nº 10.705/2000 e pelo RITCMD, com alíquota legal de 4%, sem prejuízo da apuração individual da base de cálculo. É cobrado pelo Estado, e não pelo município de Marília, e o cálculo depende de cada transmissão. O detalhamento está em ITCMD em Marília.

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Fontes consultadas

IBGE Cidades: Marília · SIDRA 4714: população e área (Censo 2022) · SIDRA 9514: população por idade (Censo 2022) · SIDRA 5938: PIB dos Municípios · SIDRA 9509: Cadastro Central de Empresas · SEFAZ/SP: Lei estadual nº 10.705/2000 · SEFAZ/SP: Decreto nº 46.655/2002 (RITCMD) · SEFAZ/SP: Sistema Declaratório do ITCMD · TJSP: serviços judiciais e extrajudiciais.

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Visão aprofundada sobre preservação de patrimônio, arquitetura sucessória e gestão de ativos globais.

Mestre em Direito Tributário Internacional – Advogado e Contador

Quem Somos

Gustavo Teixeira Godoy atua nas áreas de planejamento patrimonial, sucessório e tributação internacional, com foco na estruturação jurídica de patrimônios familiares e empresariais.

É graduado em Direito pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e em Ciências Contábeis pela UNISUL, possui Mestrado em Direito Tributário pela Universidade de Bolonha (Itália) e cursou o Mestrado em Contabilidade da UERJ em 2015. Atualmente, é aluno do MBA em Finanças do IBMEC, no Rio de Janeiro.

Sua trajetória profissional inclui atuação em consultorias globais (Deloitte e PwC), em cargos de gestão, bem como passagem por escritórios de advocacia em Milão e no Rio de Janeiro. Essa formação contribuiu para uma abordagem de trabalho baseada em diagnóstico técnico aprofundado, coordenação entre disciplinas e implementação estruturada das soluções propostas.

Sua atuação é reconhecida por rankings jurídicos internacionais, com destaque para o The Legal 500 na prática de Wealth and Succession Planning, pela Leaders League e Chambers & Partners – High Net Worth 2026, refletindo experiência na assessoria a famílias de alto patrimônio no Brasil e no exterior.

Reconhecimentos

  • The Legal 500 – Wealth and Succession Planning – 2022, 2023, 2024, 2025, 2025, 2026.
  • Leaders League – Wealth Management – Firms to Watch – 2025.
  • Chambers & Partners – High Net Worth 2026.

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Perguntas Frequentes

FAQ

Wealth Planning, Direito Tributário Internacional, Planejamento Sucessório, Holding Familiar, Planejamento Familiar… São muitas questões que podemos te ajudar.

1. A empresa da família em Marília entra no planejamento?
Entra quando há quotas ou ações no patrimônio. Marília tinha 17.359 empresas e organizações ativas em 2024 (73,1 por mil habitantes); esses ativos pedem regras societárias próprias, como contrato social e acordo de sócios.

2. Quando revisar o planejamento?
Após mudanças relevantes: nascimento, casamento, divórcio, venda de bens, mudança de residência, alteração societária ou falecimento.

3. O planejamento sucessório pode ser feito sem empresa ou holding?
Sim. Instrumentos como testamento, doação com reserva de usufruto e regras de convivência podem ser usados sem constituir empresa; a escolha depende dos bens e dos objetivos.

4. Preciso morar em Marília para planejar a sucessão aqui?
Não. O que importa são os bens e as pessoas envolvidas. Imóveis situados em Marília seguem a lei do local para registro e para o imposto estadual; os demais bens podem seguir regras diferentes. A análise é feita caso a caso.

5. Quantas pessoas têm 65 anos ou mais em Marília?
O Censo 2022 do IBGE indica 13,3% da população, cerca de 31.600 pessoas. O número descreve a cidade; não indica quem precisa de planejamento nem quando.

6. Como Marília se compara com a região de Marília?
Marília tem 237.627 habitantes e responde por 62,4% da população e 62,1% do PIB da região imediata de Marília (18 municípios), segundo o IBGE.

7. Qual a alíquota do ITBI em Marília?
2% na compra e venda, segundo Lei Complementar nº 889/2019 (Código Tributário do Município de Marília), art. 302 (base), art. 303 (alíquota 2%) e art. 304 (SFH). Alíquotas municipais mudam por lei: confirme na Prefeitura antes de qualquer ato.

8. Quantos domicílios próprios quitados há em Marília?
O Censo 2022 do IBGE registrou 45.364 domicílios próprios já quitados em Marília, ou 51,3% dos 88.377 domicílios particulares ocupados. O dado descreve a cidade, não o seu caso.