Wealth planning em Curitiba, PR

Perfil local e patrimônio

Curitiba: PIB de R$ 120,1 bilhões e 1ª economia do Paraná

Organizar patrimônio em Curitiba, PR, significa considerar o que a cidade tem de próprio: uma economia cujo maior setor é serviços, 230.758 empresas ativas e 1.773.718 habitantes. Esta página mostra esses dados do IBGE e como eles se relacionam com uma leitura patrimonial integrada.

Wealth planning em Curitiba, PR — fotografia urbana documental

Curitiba em números

Os indicadores a seguir, do IBGE, descrevem a base econômica sobre a qual as famílias de Curitiba constroem e preservam patrimônio.

IndicadorCuritibaReferência (PR) ou detalhe
PIB (2023)R$ 120,1 bilhões1º entre os 399 municípios do Paraná
Empresas e organizações ativas (2024)230.758 (130,1 por mil habitantes)74,5 por mil habitantes no estado
Salário médio mensal (2024)3,6 salários mínimos2,7 no estado
Pessoas com 65 anos ou mais (Censo 2022)12,6% (cerca de 223.500)11,3% no estado
População (Censo 2022)1.773.718 habitantesDensidade de 4.079 hab./km²

Dados: IBGE, Censo 2022 (população e idade), PIB dos Municípios (PIB de 2023 e valor adicionado de 2021) e Cadastro Central de Empresas (2024). Os números descrevem o município, não o caso de uma família.

Curitiba na região de Curitiba

Na região imediata de Curitiba (29 municípios, 3.560.258 habitantes), Curitiba é o maior município da região em população e em PIB: reúne 49,8% dos moradores e 50,0% do PIB da região.

Entre os vizinhos de maior população, estão São José dos Pinhais (329.628 habitantes e PIB de R$ 34,0 bilhões) e Colombo (232.212 habitantes e PIB de R$ 7,6 bilhões).

A população com 65 anos ou mais é de 12,6% em Curitiba e de 10,4% na região, o que deixa a cidade acima do o conjunto regional nesse indicador.

Quatro frentes de uma leitura patrimonial integrada

  • Patrimônio: o que existe, em nome de quem, com que liquidez e com que ônus.
  • Família: regime de bens, herdeiros, dependentes e situações que pedem proteção específica.
  • Empresa: quotas e ações, governança e o quanto o negócio depende do titular.
  • Tributos e custos: impostos de transmissão, imposto de renda e o custo de manter cada estrutura.

Como o perfil de Curitiba entra nessa leitura

A densidade de empresas de Curitiba (130,1 por mil habitantes) é maior do que a do estado (74,5), o que indica uma base empresarial mais presente na vida das famílias. O salário médio mensal do emprego formal (3,6 salários mínimos) fica acima do estadual (2,7).

Serviços, sem contar a administração pública, respondem por 66,5% da economia de Curitiba. Em municípios assim, o patrimônio das famílias tende a combinar imóveis urbanos, participações em empresas de comércio e serviços, investimentos financeiros e, com frequência, atividades de profissionais liberais, cada categoria com a sua forma de transmissão.

O que os números de Curitiba indicam

Com PIB de R$ 120,1 bilhões e 1º lugar entre os 399 municípios do Paraná, a economia é de serviços: 66,5% do valor adicionado, contra 22,1% da indústria e 11,4% da administração pública. O PIB per capita de R$ 67.691 convive com renda média de R$ 4.662 e mediana de R$ 2.500, o que pode indicar dispersão de rendimentos. Em termos patrimoniais, 33,6% de apartamentos e 230.758 empresas sugerem que imóveis e quotas dividem o patrimônio, com liquidez distinta entre eles, e os 25,6% de domicílios alugados apontam para imóveis de renda.

Três impostos, três esferas: o ITBI de Curitiba no mapa da sucessão

O ITBI de Curitiba é de 2,7% na compra e venda, segundo Lei Complementar nº 108/2017, art. 8º (base de cálculo) e art. 11 (alíquotas, alterado pela Lei Complementar nº 148/2025). A lei prevê também condições especiais para financiamentos habitacionais. Base de cálculo: O preço que consta da escritura, do contrato de financiamento ou do documento de transmissão, salvo se inferior ao valor venal atribuído pelo Município. Fonte: legislação consultada, em 05/10/2026. Alíquotas municipais mudam por lei; confirme na Prefeitura antes de qualquer ato.

Cada transmissão de patrimônio cai em um imposto diferente, de esferas diferentes:

  • Compra e venda de imóvel: ITBI, municipal, 2,7% em Curitiba (sobre R$ 1.200.000, R$ 32.400).
  • Doação e herança: ITCMD, estadual, regido pela lei do Paraná.
  • Ganho na venda de bens: imposto de renda, federal, apurado pelo ganho de capital.

Planejar a ordem das operações (doar, vender, integralizar) é parte do trabalho, porque o mesmo imóvel pode gerar impostos distintos conforme o caminho escolhido.

Perfil dos imóveis em Curitiba

Em Curitiba, 60,8% dos domicílios são casas, 33,6% são apartamentos e 5,4% são casas de vila ou em condomínio (Censo 2022). No estado, apartamentos são 13,2% dos domicílios.

Imóveis em condomínio exigem, na sucessão ou na doação, atenção à matrícula da unidade, às certidões do condomínio e à fração ideal do terreno; na venda posterior, entra o ITBI do município.

No campo, o Censo Agropecuário de 2017 registrou 123 estabelecimentos agropecuários em Curitiba. Juntos ocupam cerca de 745 hectares. Cerca de 67% são de agricultura familiar e 64% são geridos por produtores proprietários.

Propriedade rural traz exigências próprias: matrícula, CCIR, ITR, georreferenciamento e, na sucessão, a preocupação de não fracionar a unidade produtiva.

Dados: IBGE, Censo 2022 (tipo de domicílio) e Censo Agropecuário 2017.

Setores e renda em Curitiba

Em Curitiba, o pessoal ocupado em empresas e organizações se concentra em comércio (17,2%), atividades administrativas e serviços complementares (15,9%), educação (11,5%), segundo o IBGE (2024). Em número de estabelecimentos (unidades locais), lideram comércio (58.334 estabelecimentos), atividades administrativas e serviços complementares (33.147 estabelecimentos).

No Censo 2022, o rendimento médio mensal do trabalho foi de R$ 4.662 e o mediano, de R$ 2.500, para 933.113 pessoas ocupadas. No estado, a média é de R$ 3.152: Curitiba fica acima dela. A média bem acima da mediana indica renda concentrada em uma parcela menor de trabalhadores.

Quanto mais o patrimônio depende de uma empresa ou de uma única atividade, mais importa diversificar a leitura: o que está dentro e fora da sociedade, e que liquidez existe.

Dados: IBGE, Cadastro Central de Empresas 2024 e Censo 2022 (rendimento do trabalho).

Patrimônio imobiliário em Curitiba

O Censo 2022 contou 685.739 domicílios particulares ocupados em Curitiba, com 2,6 moradores em média por domicílio. Desses, 56,4% (386.488) são imóveis próprios já quitados, 12,3% são próprios ainda em aquisição, 25,6% são alugados e 4,7% são cedidos. No estado, a proporção de imóveis próprios quitados é de 57,5%: Curitiba fica em linha com a média.

A idade mediana é de 37 anos (no estado, 35), e o índice de envelhecimento é de 78 pessoas de 65 anos ou mais para cada 100 de até 14 anos (no estado, 59).

Onde o imóvel próprio quitado é a regra, o patrimônio das famílias tende a ficar concentrado em bens de baixa liquidez. Uma leitura patrimonial integrada considera como pagar impostos e despesas sem precisar vender o bem às pressas.

Dados: IBGE, Censo 2022 (tabelas 9929, 4712 e 9515). Os números descrevem o município, não o caso de uma família.

Curitiba entre dois Censos

O Censo 2010 contou 1.751.907 moradores em Curitiba; o de 2022, 1.773.718. A cidade ganhou 21.811 habitantes (+1,2% em doze anos, cerca de 0,10% ao ano): população praticamente estável, abaixo da média nacional (6,5%).

O PIB de 2023 equivale a cerca de R$ 67.691 por habitante (PIB de 2023 dividido pela população do Censo 2022, uma referência aproximada). Onde a população quase não cresce, o patrimônio costuma ficar nas mesmas famílias por mais tempo, e a pauta sucessória pesa mais do que a de aquisição.

Dados: IBGE, Censos 2010 e 2022 e PIB dos Municípios 2023.

Perguntas que organizam o trabalho

  • O que acontece com a empresa se o titular ficar impedido de administrá-la?
  • Há herdeiros em situações diferentes (menores, incapazes, residentes no exterior)?
  • Há decisões anteriores (doações, testamento, pacto antenupcial) que precisam ser compatibilizadas?
  • Qual é a prioridade da família: preservar, distribuir, proteger ou simplificar?

Limites e cautelas

  • Estruturas societárias e instrumentos civis devem ter finalidade real e ser coerentes com a rotina da família.
  • Mudanças de legislação, inclusive tributária, podem alterar a conclusão: a leitura precisa ser revista periodicamente.
  • Comparar com cidades vizinhas ajuda a situar o contexto, mas não substitui a análise dos bens e das pessoas envolvidas.

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Fontes consultadas

IBGE Cidades: Curitiba · SIDRA 4714: população e área (Censo 2022) · SIDRA 9514: população por idade (Censo 2022) · SIDRA 5938: PIB dos Municípios · SIDRA 9509: Cadastro Central de Empresas · Lei PR nº 18.573/2015 · SEFA/PR: ITCMD · TJPR: custas processuais · JUCEPAR: tabela de preços.

Este conteúdo é informativo, não constitui consultoria jurídica, tributária ou contábil e não substitui a análise individual de cada caso.

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Perspectivas

Visão aprofundada sobre preservação de patrimônio, arquitetura sucessória e gestão de ativos globais.

Mestre em Direito Tributário Internacional – Advogado e Contador

Quem Somos

Gustavo Teixeira Godoy atua nas áreas de planejamento patrimonial, sucessório e tributação internacional, com foco na estruturação jurídica de patrimônios familiares e empresariais.

É graduado em Direito pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e em Ciências Contábeis pela UNISUL, possui Mestrado em Direito Tributário pela Universidade de Bolonha (Itália) e cursou o Mestrado em Contabilidade da UERJ em 2015. Atualmente, é aluno do MBA em Finanças do IBMEC, no Rio de Janeiro.

Sua trajetória profissional inclui atuação em consultorias globais (Deloitte e PwC), em cargos de gestão, bem como passagem por escritórios de advocacia em Milão e no Rio de Janeiro. Essa formação contribuiu para uma abordagem de trabalho baseada em diagnóstico técnico aprofundado, coordenação entre disciplinas e implementação estruturada das soluções propostas.

Sua atuação é reconhecida por rankings jurídicos internacionais, com destaque para o The Legal 500 na prática de Wealth and Succession Planning, pela Leaders League e Chambers & Partners – High Net Worth 2026, refletindo experiência na assessoria a famílias de alto patrimônio no Brasil e no exterior.

Reconhecimentos

  • The Legal 500 – Wealth and Succession Planning – 2022, 2023, 2024, 2025, 2025, 2026.
  • Leaders League – Wealth Management – Firms to Watch – 2025.
  • Chambers & Partners – High Net Worth 2026.

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Perguntas Frequentes

FAQ

Wealth Planning, Direito Tributário Internacional, Planejamento Sucessório, Holding Familiar, Planejamento Familiar… São muitas questões que podemos te ajudar.

1. O que é wealth planning?
A leitura integrada do patrimônio (ativos, família, empresa, liquidez e tributos) para orientar decisões de longo prazo, sem solução pronta.

2. Wealth planning é só para quem tem muito patrimônio?
Não há valor mínimo na lei. O que pesa é a complexidade: vários bens, empresa, bens em mais de um estado, herdeiros em situações distintas.

3. Qual o peso econômico de Curitiba do Paraná?
Em 2023, o PIB municipal foi de R$ 120,1 bilhões, o 1º entre os 399 municípios do Paraná (IBGE).

4. Qual é o primeiro passo?
Levantar o que existe: bens e titularidades, dívidas, empresas e quem depende de quê.

5. Wealth planning serve para quem tem empresa em Curitiba?
Sim, e é um caso comum: a leitura integrada separa o patrimônio da empresa do patrimônio da família e antecipa o efeito da sucessão no controle do negócio.

6. Como Curitiba se compara com a região de Curitiba?
Curitiba tem 1.773.718 habitantes e responde por 49,8% da população e 50,0% do PIB da região imediata de Curitiba (29 municípios), segundo o IBGE.

7. Qual a alíquota do ITBI em Curitiba?
2,7% na compra e venda, segundo Lei Complementar nº 108/2017, art. 8º (base de cálculo) e art. 11 (alíquotas, alterado pela Lei Complementar nº 148/2025). Alíquotas municipais mudam por lei: confirme na Prefeitura antes de qualquer ato.

8. Quantos domicílios próprios quitados há em Curitiba?
O Censo 2022 do IBGE registrou 386.488 domicílios próprios já quitados em Curitiba, ou 56,4% dos 685.739 domicílios particulares ocupados. O dado descreve a cidade, não o seu caso.